Assim o é na família. Cada família tem seus usos e costumes próprios que fazem parte da cultura maior que é ser brasileiro. Então como entender isto? E o evangelho como deverá ser pregado? Será que a mesma forma de falar de Deus para uma pessoa necessariamente deverá ser do mesmo jeito para outra? Nem sempre. Uma pessoa que sofre violência na família pelo pai tem a mesma compreensão de pai que uma pessoa que em sua família o pai foi provedor, carinhoso e amigo? A meu ver não. Nós evangélicos brasileiros temos o hábito de apresentar Deus como pai. Será que o entendimento vai ser o mesmo nos dois casos citados? A meu ver não. E aí está a riqueza do evangelho pois podemos agir como Paulo em 1 Corintios 9.19-22: ¨Embora eu seja livre para com todos, fiz-me servo de todos, para ganhar ainda mais. Fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus. Para os que estão debaixo da lei,como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. Fiz-me fraco para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos para por todos os meios chegar a salvar alguns.¨ E Paulo no final deste capítulo ainda nos diz nos versículos 26 e 27 ¨Portanto corro, não como indeciso combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, porque, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira ficar reprovado¨.
Pois é assim tem sido para mim. Meu marido tem sido meu campo missionário. Às vezes eu questiono Deus mas o amor de Deus por uma única pessoa é tão grande que não desiste e nem deixa que esta pessoa seja derrotada, vencida pelo mal. A minha mente a minha alma fervilham com o evangelho mas hoje, segundo Deus, está direcionada para o Elio e o Israel. Não que eu não possa fazer outras coisas. Posso e espero pacientemente em Deus o momento embora tenha conhecimento que o momento é este é hoje. Então vou seguindo confiando em Deus. Buscando Nele força, sabedoria. E não poderia deixar de dizer que eu também faço parte deste processo de transformação. Participando de uma única cultura. A cultura dos céus onde Deus está.
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