quarta-feira, 18 de maio de 2011

Comportamento

Eu fico observando o comportamento do Elio em relação a vida e não posso deixar de pensar na cultura. Então o que vem a ser cultura? Podemos dizer que cultura é o conjunto inteiro de ideias convencionadas. Nós vemos a diversidade de povos, costumes, crenças espalhadas pelo mundo, mas o homem é um só feito a imagem e semelhança de Deus então porque as diferenças? A humanidade até a torre de Babel era uma. Um só povo com as mesmas crenças e costumes, mas eles desagradaram a Deus e assim Deus diversificou as línguas (idiomas) e este povo antes uno se separou em pequenos grupos e espalharam-se pelo planeta. Bem como o que ocorreu após o dilúvio. Mas nosso planeta apesar de ser uno é diferente em cada lugar e em cada região. Assim cada grupo que se formou e começou habitar determinadas regiões foram se diferenciando uns dos outros adaptando-se a cada região. Isto é cultura. Cada grupo foi construindo seu modo de ver Deus, família, sociedade, terras e o espiritual que não o Deus que conhecemos. Assim ao nascer os bebes são enculturados e assim assimilam através da família, escola e relacionamentos sociais a conduta para aquele grupo. Nós vemos isto claramente em uma sociedade como a brasileira em sua essência unificada mas tão diversificada em si mesma. Vamos dar o exemplo da cidade do Rio de Janeiro e seus diferentes grupos sociais. Temos a classe alta com seu padrão de vida elevado onde a tecnologia é algo normal já podemos ver que nas classes sociais mais baixas onde o poder aquisitivo é baixo pouco se vê e às vezes quase nada da modernidade tecnológica. São todos brasileiros, todos cariocas mas vivem em "mundos" diferentes. Cada bebe que nasce é enculturado a aquele local com seus usos e costumes.
Assim o é na família. Cada família tem seus usos e costumes próprios que fazem parte da cultura maior que é ser brasileiro. Então como entender isto? E o evangelho como deverá ser pregado? Será que a mesma forma de falar de Deus para uma pessoa necessariamente deverá ser do mesmo jeito para outra? Nem sempre. Uma pessoa que sofre violência na família pelo pai tem a mesma compreensão de pai que uma pessoa que em sua família o pai foi provedor, carinhoso e amigo? A meu ver não. Nós evangélicos brasileiros temos o hábito de apresentar Deus como pai. Será que o entendimento vai ser o mesmo nos dois casos citados? A meu ver não. E aí está a riqueza do evangelho pois podemos agir como Paulo em 1 Corintios 9.19-22: ¨Embora eu seja livre para com todos, fiz-me servo de todos, para ganhar ainda mais. Fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus. Para os que estão debaixo da lei,como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. Fiz-me fraco para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos para por todos os meios chegar a salvar alguns.¨ E Paulo no final deste capítulo ainda nos diz nos versículos 26 e 27 ¨Portanto corro, não como indeciso combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, porque, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira ficar reprovado¨.
Pois é assim tem sido para mim. Meu marido tem sido meu campo missionário. Às vezes eu questiono Deus mas o amor de Deus por uma única pessoa é tão grande que não desiste e nem deixa que esta pessoa seja derrotada, vencida pelo mal. A minha mente a minha alma fervilham com o evangelho mas hoje, segundo Deus, está direcionada para o Elio e o Israel. Não que eu não possa fazer outras coisas. Posso e espero pacientemente em Deus o momento embora tenha conhecimento que o momento é este é hoje. Então vou seguindo confiando em Deus. Buscando Nele força, sabedoria. E não poderia deixar de dizer que eu também faço parte deste processo de transformação. Participando de uma única cultura. A cultura dos céus onde Deus está.

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