Eu me casei em 1994. O sonho do Elio e da minha mãe era que eu tivesse um filho mas eu não queria. Não queria ficar presa a nada nem abrir mão da minha liberdade.
Antes de ter o Israel fiquei grávida 3 vezes mas abortei espontâneamente aos três meses de gravides. Em um dos meus abortos espontâneos fui a uma ginecologista e ela me disse que eu estava com uma gravidez tubária e que precisava operar de urgência para tirar a trompa. O Elio não aceitou isto então fomos ao Grafe Guinle relatamos os fatos. O médico fez exames de ultra e disse que eu não tinha gravidez tubária nenhuma e sim que eu já havia perdido a criança. Se nós fossemos atraz da conversa da outra médica eu teria tirado uma trompa sadia e assim diminuído em 50% minhas sanches de engravidar. Fiquei grávida pela quarta vez, como minha pressão estava alta a médica me encaminhou para outra médica para tratar da pressão. Então ela mandou que eu fisese um exame de sangue e quando o resultado ficou pronto ela disse que eu tinha sindrome anti fosfolipidio. Isto é um problema imunológico no qual o sangue coagula e causa trombose . O que acontece na gravidez é que a placenta coagula então o feto morre sufocado e aí há o aborto. Comecei a fazer o tratamento para não perder o bebe. Isto significava tomar duas injeções de anticoagulante por dia ( a cada 12 hs) e os remédios da pressão alta. Minha gravidez foi considerada de altíssimo risco tanto para mim como para o feto. Pedi licença do trabalho fiquei de repouso a gravidez toda. Quando estava no sexto mês durante uma ultra o feto simplesmente não se mexia não respondia a qualquer estímulo. Apenas o coração batia. Minha ginecologista falou que era sofrimento fetal e que eu tinha que fazer uma cesária de emergência para tentar salvar o bebe. Eu tinha plano de saúde mas o plano não liberou o procedimento. Então nós ligamos para o reumato que estava tratando da sindrome; ele até hoje é reumato no Hospital Pedro Ernesto e é considerado o número um no mundo o nome dele é Roger A. Levi. Este foi o caminho que Deus utilizou para que o Israel pudesse nascer. O Dr Roger nos disse para irmos ao Hospital Pedro Ernesto para ser avaliada pelo chefe da obstetrícia Dr. Nilson. Chegando lá ele fazendo os exames disse que era um crime tirar o bebe e que nós tínhamos que decidir se ficávamos lá no Pedro Ernesto ou voltávamos para a antiga ginecologista. Claro que decidimos ficar no Pedro Ernesto e assim terminei meu pré-natal lá e lá tive o Israel. Até os parentes diziam que ele poderia nascer com problemas além da minha idade quase 40 anos tinha a síndrome. Mas Deus foi maravilhoso. Meu filho nascer com 40 semanas e super saudável.